Cultura
A questão é que o "bicho homem" nunca se fecha numa definição universal de cultura. Esta só serve como mecanismo de controle estatal que mantém a tão almejada coesão social.
Não que não seja necessária, assim como os "estratos" que organizam os órgãos e compõem uma organização inteira. Mas são lamentáveis quando nos afastam cada vez mais do foco que explicaria os movimentos sociais que eclodem tardiamente, e que se perdem em pautas de blocos prontos.
As questões cruciais sempre se escondem entre os "blocos" recortados, assim como no bojo das complicações os corruptos e os corruptores são esquecidos em meio aos recortes de pautas objetivas.
Mais grave ainda, as razões que permitem o perambular das corrupções, a estatização das corrupções nunca serão analisadas com eficacia.
Todo edifício do Estado se funda em bases que sustentam a corrupção e prostituição do sistema inteiro.
Os três poderes são a gênese da manutenção do status quo - vemos os projetos de leis tão necessários esbarrarem na propalada inconstitucionalidade. Vemos a justiça engessada nos longos julgamentos dos infindáveis recursos.
Assistimos o desenvolvimento privativo incessante de uma classe privilegiada em detrimento do crescimento exponencial da miséria e do crime.
Somos testemunhas da "bestialização" da população frente à mass mídia. Sabemos que os sistemas de, saúde, educação, transportes, segurança não se desvinculam do sistema geral chamado "constitucional".
Enfrentamos nos mesmos sistemas de mas mídia uma onda religiosa de oportunismo sem precedente - uma mega empresa de fachada cristã que subloca o nome de Deus em facções religiosas que aliena as massas. Esses grupos estão fazendo cadeiras no congresso nacional, usando o palanque da nação e o dinheiro público para prenunciar o "fim do mundo", a "cura gay" e pautas desse tipo.
Sabemos que, para se julgar e condenar um criminoso de "menos de um dia" para completar dezoito anos tem que se mudar a constituição. E isso esbarra num legislativo esquizofrênico, num judiciário caduco - onde os magistrados lutam para ampliar seus privilégios de permanecerem na "cadeira" mesmo depois da senilidade - e, principalmente, tal necessidade de mudança não chega no executivo que é a ponta do sistema engessado.
A subversão das massas é esse clamor. Tem a ver as leis que não atendem as necessidades básicas, de um judiciário moroso preso ao eterno ritual do julgamento de recursos onde só os melhores advogados sabem manipular.
Por isso, um pobre miserável e faminto, é rapidamente condenado por ter roubado um biscoito. Mas um bandido rico e culto pode ser Presidente do Senado Federal
Mas essa ainda não é a questão.
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