Cultura

Nesse universo simbólico chamado linguagem, o homem precisa ter acesso a tudo o que se cria na cultura - e mais ainda, ao homem deve ser concedido as condições de criar cultura. O homem é grávido de linguagens, para usar aqui uma alusão a Paulo Freire.

É possível manter uma sociedade iludida por algum tempo com o mínimo de satisfação simbólica, mas não quer dizer que um "estranho elemento" não esteja se formando e emergindo no interior inconsciente dessa sociedade - futebol e samba, não vão saciar a sede de cultura por muito tempo. 

Não adianta promover a neurotização das massas com religião, nesse caso, também só pode funcionar para um grupo, durante um tempo.

Conforme Geertz, "o homem precisa tanto de tais fontes simbólicas de iluminação para encontrar seus apoios no mundo porque a qualidade não simbólica constitucionalmente gravada em seu corpo lança uma luz muito difusa" (P. 33). 

Se formos falar de uma padrão cultural  na sociedade, temos que encarar o que foi apregoado na Semana de Arte Moderna (1922 - São Paulo) - o homem é consumidor de cultura. Essa natureza é imanente e não se determina por fora com intenções de controle. Pode funcionar por um tempo...

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