Não/Sim
Em alguns momentos deveríamos pensar o “sim” como uma negação e o “não” como uma afirmação. Quantas vezes se diz “sim”, quando se desejava dizer “não”? Dizemos “sim” muitas vezes por medo de rejeição, medo de solidão, o que compromete qualquer possibilidade de ser livre. Nesses casos, o “sim”, é quase sempre uma negação de possibilidades que tem como cerne múltiplas formas de submissão. Alguns indivíduos podem dizer “sim” a uma droga, apenas para se sentirem fazendo parte de uma tribo. Assim como outros, por culpa e medo, podem dizer o mesmo “sim” a uma fé religiosa que os infantilizam e os reprimem. Pessoas vivem infelizes e dizendo “sim” a relações amorosas que os subestimam e os empobrecem por toda uma vida, apenas para não suportarem o fardo da solidão. Quantas mulheres e homens, neste exato momento, têm sentido o peso de uma má escolha que os têm enfraquecido vida a fora: seja em um trabalho ruim, em um casamento desastroso, em um amor infeliz, em um sexo egoísta que humilha...