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Liberdade

O homem sempre teve de escolher, entre ter mais liberdade e menos segurança, ou viver menos livre em troca de mais segurança. As duas coisas, ao mesmo tempo, parecem não ser possíveis. Por outras razões, de desejo talvez, o homem lute desesperadamente pela servidão como se fosse pela liberdade (Espinosa, século XVII). Isso porque, a liberdade tem como preço, a solidão. A segurança se consegue através de um pacto entre muitos, ou seja, todos cedem parte de seu desejo para viverem em “segurança”. Mas já foi dito pelos filósofos existencialistas: “o homem está condenado à liberdade”. Mesmo vivendo sob o pacto social, o ser humano é “condenado” a ser livre? De que liberdade estamos falando? Trata-se da existência: o homem nasce sem sentido algum. Como dizem popularmente, o homem nasce nu, careca e desdentado. O sentido é que não há nenhum sentido, nascer é um absurdo. E para viver o homem precisa criar todo o sentido de sua existência, pois, ao nascer, não há sentido algum. Nascemos con...