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Mostrando postagens de janeiro, 2019

Poder

Os idiotas, os imbecis mais dissimulados que me perdoem, eles precisam fingir que nada está acontecendo. Eu não tenho essa necessidade. Vejo com objetividade a paranoia que persegue todo fluxo de desejo.  A expansão do desejo dos anos apaixonados, conquistados a "duras penas", está sendo rapidamente convertido em fracassos, em compromissos toscos com a elite burra e perversa desse país. Nunca se foi tão longe na produção de "bestializados".  Em outras palavras, os bestializador es no poder, estão dizendo: há desejo demais nesse povo!!! Cortemos suas pequenas regalias!  Seus sonhos de universidade, suas pequenas viagens outrora conquistadas. Cortem-lhes a liberdade na escola, castrem-se todos os sonhos desses miseráveis antes que eles cortem seus próprios pulsos.  Tornemo-os todos crentes da pregação vazia, ignorantes em relação aos livros. Que haja ignorantes por toda parte, dizem eles atrás de suas mesas. Que a cegueira reine nesse país, para que e...

Desejo

O desejo de interagir com o mundo — por meio da cultura, da literatura, do afeto ou da sensualidade — parece, hoje, cada vez mais vigiado. Como se a própria vitalidade da vida, em sua pluralidade de expressões, fosse vista com desconfiança. Em meio à complexidade da existência, esse impulso criativo e transformador encontra obstáculos sutis, impostos por estruturas que buscam domesticar o desejo e restringir a liberdade de manifestação. Michel Foucault, se estivesse entre nós, talvez reconhecesse em nosso tempo a materialização mais intensa de sua ideia de “sociedade de controle”. Certas figuras públicas, investidas de autoridade institucional, ocupam posições estratégicas em áreas sensíveis — como educação e família — e, por meio de discursos normativos, reconfiguram os sentidos do desejo, da produção intelectual e da experiência afetiva. Em gestos simbólicos e políticas concretas, essas intervenções deslocam o desejo para o campo da moralidade, atribuindo-lhe significados que o dista...