O fora II
Dizíamos da dificuldade de pensar a unidade homem-natureza, tal dificuldade nos levou construir um edifício de conhecimentos em cima de uma ignorância. Pela ausência de um terceiro termo que unificasse homem e natureza, o pensamento se orientou pelo bom senso que pensa apenas na separação de onde vem o verdadeiro. “A totalidade do ser” não pôde ser percebida. Diz Don Juan, “você está em algum ponto no meio, ainda querendo ter tudo sob a rubrica da razão” [1] , por isso, nem pôde pensar o outro gato, nem mesmo sabia o nome do outro. “Você com sua razão eu com minha vontade ”. Os nomes podem não ser os mesmos – Nietzsche e Castañeda -, na mão de um, “vontade” é conceito, na do outro é pré-conceitual. Mas não importa se a questão é a unidade ou, para não se afastar muito, é a univocidade do Ser. No fim de tudo, “ter de acreditar que o mundo é misterioso e insondável era a expressão da preferência íntima do guerreiro. O índio não conceituou a “vontade de potência criadora”, misteriosame...