Perdas




A vida, tal qual a concebemos, tem como único fundamento inexorável o perder em todos os sentidos. Perder é morrer em sucessivas prestações. Edgar Allan Poe diz isso de uma forma assustadora pela voz do corvo:"nunca mais!", diria ele, em tantas circunstâncias "nunca mais!" Nunca mais a nossa infância, nunca mais a juventude, nunca mais esse tempo que passou, nunca mais a primeira paixão, nunca mais os dias passados... tudo que passou é eternamente perdido. Neste momento, ainda que não queiramos pensar no fato, estamos perdendo tantas coisas que escorregam como areia por entre os dedos. Isso porque, tudo na vida se degrada sob o fluir do tempo. Neste caso, todas as perdas são necessárias e inevitáveis. E viver é o constante aprender a perder e perder-se, encontrando-se na graça do viver, em fluxos contínuos do movimento dos devires da vida.

Comentários

  1. Mas sabe de uma coisa? Quando perdemos e aceitamos de verdade a perda, nos conseguimos nos tornar mais fortes para as próximas que virão, porque sempre acontecerão em nossa vida em algum momento, ou em vários momentos: a perda de pessoas queridas, de um filho que não veio ao mundo e a gravidez foi interrompida, a perda do trabalho, da aula...aquela aula que não podia perder...mas perdeu, a perda de bens materiais, da oportunidade, do tempo, da amizade, da família, da religião...e assim vai. O importante e vê viver cada minutinho de verdade dessa nossa vida aqui neste mundo com verdade, respeito e amor.E este amor envolve o amor que nos sustenta: Deus, e junto com Ele todo o amor de nossas vidas: família, amigos, colegas, filhos, maridos, estudo.....

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  2. entre a bruma mansa de uma praia escura
    parte da Finlandia deslizando por fiordes
    uma nuvenzinha cinza que por um segundo sobrevoa o canto da encosta que se desdobra sobre o oceano nesse cantinho de terra em pleno agosto
    chuvoso de um Rio sem rosto na ponta revolta do Arpoador

    algo que parte é parte do que fica
    parte do que fica parte com o que vai
    substância imaginariamente delimitada por um nome
    soma-se à familiaridade da despedida
    até que por fim
    nada reste
    somente a brevidade do instante
    (vb 2010)

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  3. Todos aqui disseram muito... Chorei. Emocionei.

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  4. Todos aqui disseram muito... Chorei. Emocionei.

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  5. Espero que tenha sido de emoções belas....

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