Relacionamento
O adorável clássico do cinema Bagdad café mostra, de maneira extraordinária, o que pode significar o termo relacionamento. Isso acontece no meio do nada na Rota 66 no Arizona, em um minúsculo bar, um posto de gasolina e um motel, onde os relacionamentos são marcados pelas diferenças e singularidades de cada frequentador. O Bagdad café mostra poeticamente, a arte de re-laçar, verdadeiro sentido da palavra relacionamento.
Quando falamos em relacionamentos, temos por hábito, nos remetermos ao casamento ou ao casal classicamente definidos (homem/mulher). Prova que nos encontramos presos em nós cegos enferrujados. Existe uma multiplicidade de maneiras de se (con)viver ou de se (con)jugar.
Conjugar e relacionar, são sistemas abertos, pressupõem movimentos contínuos. Falou-se bem e mal do casamento, só não se falou o suficiente da conjugalidade que pode fazer qualquer relacionamento durar. Pessoas, famílias, amigos, amantes (no sentido mais nobre), sócios, vizinhança, etc., podem conjugar relações duradouras e felizes. A diferença entre casamento e conjugalidade se situa no “contrato”. O primeiro tem como ordem, uma forma transcendente. Ou seja, um documento de Estado ou de igreja (um legitima o outro) que não pertence própriamente ao sentimento que atrai os indivíduos. No segundo caso, uma conjugalidade é imanente aos afetos que une os indivíduos entre si. Dizendo de outra maneira, o casamento tem o controle de fora para dentro. Se o sentimento esvaziar, os “casados” continuam unidos pelo sistema que regula a união.
A conjugalidade, por outro lado, só depende da existência ou não dos afetos. Na verdade, debaixo de cada casamento, existe uma conjugalidade operando relaços. Se a capacidade de se relacionar termina junto com os sentimentos que aumenta a potência da conjugalidade, então já não haverá casamento que suporte sem adoecer gravemente os casados.
A conjugalidade ou o relacionamento tem como campo de imanência o amor. O casamento tem no Estado/Igreja, a sua transcendência que regula e segmenta. Até que a morte vos separe? Que morte? Do amor, provavelmente.
Quando falamos em relacionamentos, temos por hábito, nos remetermos ao casamento ou ao casal classicamente definidos (homem/mulher). Prova que nos encontramos presos em nós cegos enferrujados. Existe uma multiplicidade de maneiras de se (con)viver ou de se (con)jugar.
Conjugar e relacionar, são sistemas abertos, pressupõem movimentos contínuos. Falou-se bem e mal do casamento, só não se falou o suficiente da conjugalidade que pode fazer qualquer relacionamento durar. Pessoas, famílias, amigos, amantes (no sentido mais nobre), sócios, vizinhança, etc., podem conjugar relações duradouras e felizes. A diferença entre casamento e conjugalidade se situa no “contrato”. O primeiro tem como ordem, uma forma transcendente. Ou seja, um documento de Estado ou de igreja (um legitima o outro) que não pertence própriamente ao sentimento que atrai os indivíduos. No segundo caso, uma conjugalidade é imanente aos afetos que une os indivíduos entre si. Dizendo de outra maneira, o casamento tem o controle de fora para dentro. Se o sentimento esvaziar, os “casados” continuam unidos pelo sistema que regula a união.
A conjugalidade, por outro lado, só depende da existência ou não dos afetos. Na verdade, debaixo de cada casamento, existe uma conjugalidade operando relaços. Se a capacidade de se relacionar termina junto com os sentimentos que aumenta a potência da conjugalidade, então já não haverá casamento que suporte sem adoecer gravemente os casados.
A conjugalidade ou o relacionamento tem como campo de imanência o amor. O casamento tem no Estado/Igreja, a sua transcendência que regula e segmenta. Até que a morte vos separe? Que morte? Do amor, provavelmente.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFicam juntos por leis, odiando-se, desprezando-se, magoando-se... separados no que é de essencial.
ExcluirA lei do Estado ja não impede que se separem, apenas regulamentará as regras do término. Hoje em dia já não se discute se quer o fator "culpa".Felizmente o Estado deixa de intervir na vida privada. MMas manter uma união indesejada realmente adoece a alma, e os frutos da união também...
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