Liberdade
A segurança se consegue através de um pacto entre muitos, ou seja, todos cedem parte de seu desejo para viverem em “segurança”. Mas já foi dito pelos filósofos existencialistas: “o homem está condenado à liberdade”. Mesmo vivendo sob o pacto social, o ser humano é “condenado” a ser livre? De que liberdade estamos falando? Trata-se da existência: o homem nasce sem sentido algum. Como dizem popularmente, o homem nasce nu, careca e desdentado. O sentido é que não há nenhum sentido, nascer é um absurdo. E para viver o homem precisa criar todo o sentido de sua existência, pois, ao nascer, não há sentido algum. Nascemos condenados a produzir sentido para a nossa existência, isso porque, o nome que nos deram, os valores que nos ensinaram, as “verdades” que nos contaram são sempre as coisas dos outros, são provisórias. Todo homem está condenado a reinventar a sua própria história. Estamos condenados a viver escolhendo e escolher é uma experiência solitária.
A experiência de nascer, escolher e morrer são experiências solitárias. Nesse sentido somos livres, não por uma escolha simples, mas porque somos condenados a isso. Em determinadas situações, muitas vezes, gostaríamos que não fosse preciso decidir nada na vida, não é verdade? Mas, ninguém pode escolher pelo outro: escolher não escolher já é uma escolha. É nesse sentido que somos livres, condenados à liberdade. De qualquer maneira, o homem vive se submetendo, mas achando com isso que está se libertando.
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