Segunda síntese II
O mesmo não acontece quando a síntese disjuntiva, de distribuição em cadeias, tem seu uso pervertido em ilegítimo (exclusivo e limitativo). Trata-se do ideal de certa utilização das sínteses disjuntivas. É a binarização que divide tudo em pontos cardinais. Aqui os gonzos, os cardos, submetem o tempo que “permanecem em seus gonzos, há uma subordinação ao movimento extensivo: ele é sua medida, intervalo ou número”. [1] Se fosse estabelecer uma oposição em relação ao tempo lógico da psicanálise, diríamos que esse tempo marcado é o tempo do paranoico, mas o tempo fora de seus gonzos é o do esquizofrênico. A introdução dos primeiros movimentos na arte da geografia se dá por aí: a posição do corpo rege o mundo em apenas quatro pontos cardinais. O mesmo ocorre com as demais ciências, com suas raízes diferenciantes, tudo se estende a partir de um ponto. Não é só na escola ou na casa que as coisas se fabricam. O uso indevido das sínteses impregna territórios glo...