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Esquecimento

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Existe a vontade de não esquecer. Não é o querer lembrar. É uma vontade arbitraria ao sujeito que não consegue esquecer. Ele simplesmente sofre de um mecanismo que falhou, de uma incapacidade de esquecer. Esse indivíduo daria toda a fortuna - caso tivesse uma - em troca do doce esquecimento (Clécio Branco - aula de filosofia). Gosto

Uma linha fixa

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O certo e o errado é uma linha no horizonte da vida. Uma linha tênue se estica sobre a imanência pura da vida - um traço que se evapora cada vez que a v ida flui - que flui sempre em movimento contínuo. O traço que define os valores só permanecem nas consciências que ficam em atraso em relação à vida que passa.

O todo e o resto

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Somos um pouco de tudo, um pouco de todos. Somos um pouco do vento, um pouco do fogo, um tanto da terra, um monte da água. Somos pele, carne, osso e química. De cada pouco que somamos, ainda assim, é só uma partícula do todo que somos. Mas o todo está em nós, assim como o infinitamente grande, o infinitamente pequeno também somos. O universo do cosmos e o universo do átomo. Somos todos um e o um em tudo (Clécio Branco - diante do mar sem fim). Gosto

Estamira para Todos e para Ninguém

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Razão

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O indivíduo racional, nesse caso, é aquele que quando julgado, se encontra em conformação adequada às regras racionais. Ele pode ser um perfeito imbecil, quando as conformações às regras são imbecis, ou pode ser um marginal inteligente, por se encontrar em confronto com as regras ditas racionais (Clécio Branco - ensinando sociologia).  — com  Anajú Dorigon . Gost

Razão

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O que é ser racional? O que é ter razão no sentido estrito? É estar de acordo com as conformações sociais de um dado momento em status quo. Isso, visto pelo senso comum, é uma arma de dominação. Por força de um aquietamento às conformidades da razão à infraestrutura, o Estado age sobre os indivíduos impedindo as produções de enunciados coletivos. Uma verdadeira morte das minorias (Clécio Branco - aula de sociologia).

Ainda Eu

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Mas se sabe que o Eu quer ser paparicado. Quer se sentir seguro no mundo. Quer continuar se sentindo o centro afetivo - não mais da casa, mas do mundo - por isso, a criação do Eu é quase sempre favorável a ele mesmo. O mundo anda na contra-mão do Eu, mas ele entende que sua marcha é a única na direção certa. A religião verdadeira é do Eu - vaidoso em sua santidade - ele se sente o escolhido. E o outro, é o ímpio merecedor das dores que lhe abatem. Porque Deus ama Eu e não o outro, se o ama, é porque Eu assim o definiu (Clécio Branco - diante do mar sem fim). Gosto