Ainda Eu

Mas se sabe que o Eu quer ser paparicado. Quer se sentir seguro no mundo. Quer continuar se sentindo o centro afetivo - não mais da casa, mas do mundo - por isso, a criação do Eu é quase sempre favorável a ele mesmo. O mundo anda na contra-mão do Eu, mas ele entende que sua marcha é a única na direção certa. A religião verdadeira é do Eu - vaidoso em sua santidade - ele se sente o escolhido. E o outro, é o ímpio merecedor das dores que lhe abatem. Porque Deus ama Eu e não o outro, se o ama, é porque Eu assim o definiu (Clécio Branco - diante do mar sem fim).

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