Eu
Pensem no Eu que se justifica na invenção dele mesmo numa suposta vontade divina. Não seria esse o fundamento para a máxima, "se Deus existe, tudo é permitido"? Pensem no caso de Davi - o homem segundo o coração de Deus - Ele assassinou um homem justo para roubar-lhe a esposa. Depois de velho, ainda dormia com duas adolescentes - hoje não seria julgado por pedofilia - Mas o fato de Davi, mesmo depois de tantos crimes, ainda ser o ícone do coração de Deus não seria uma crença na ficção do Eu? Dele e da cristandade? O Eu acredita naquilo que se lhe acomoda em suas crenças, mesma que esteja em frontal contradição consigo mesmo (Clécio Branco - no café).
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