Inconsciente
A força desse inconsciente é a discórdia de sensibilidade que força cada
faculdade a “sair dos eixos”.
E esses não são as formas derivadas do senso
comum que fazem o pensamento girar em torno de um centro.
Entretanto, para
que o pensamento invente, é preciso que o incomparável seja enfrentado.
Sob
tais condições, contudo, o pensamento pode adquirir uma força capaz de criar
as condições materiais que o engendram.
Só assim, o pensamento não se
percebe mais como um estado, mas como um devir, como um processo
construtivo e criativo. Segundo Badiou, em Deleuze, O Clamor do Ser, “o
Fora como instância de força ativa, apoderando-se de um corpo, selecionando
um indivíduo, o ordena à escolha de escolher”.
Depois, Badiou conclui com
Deleuze: é “justamente do autômato assim purificado que se apodera do
pensamento do Fora, como o impensável no pensamento”.
As condições do
pensamento dependem de uma depuração, de um descentramento que só as
forças da imanência podem operar. “Pensar não é o escoamento espontâneo
de uma capacidade pessoal.
É o poder, duramente conquistado contra si, de
estar obrigado ao jogo do mundo”. Não é aqui, nesse limite, que se encontra
todo sentido de um modo de vida?
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