Modernidade
Qual é marca da modernidade? Talvez esteja sintetizado no título, "tudo que é sólido se desmancha no ar" (BERMAN, Marshall, 1986) de inspiração marxista.
Não adianta reclamar do que se movimenta continuamente, que fragmenta as partes sem se integrar jamais, isso é tudo o que o desejo humano aspirou no Iluminismo - e é tudo o que temos.
Desde a estrutura urbana, passando pelas relações afetivas mínimas, do amor e do sexo, tudo é fugidio e temporário. O sociólogo Zygmunt Bauman traduz o sentido do efêmero de nosso tempo na imagem líquida onde tudo se desfaz no tempo e no espaço.
São os gonzos dos portais do tempo que se perderam. Não há mais nada que garanta um longa narrativa, nem no pensamento, nem nos valores. Tudo é líquido para garantir a liquidez do mercado consumidor.
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