Amor V


A escultura dos amantes abraçados, não se confunde em sua perenidade suspensa, com os amantes vivos que se despedem e se reencontram.
Nesses instantes, de passados e futuros que, constantemente dividem o presente – desfazendo por um lado e enxertando por outro, fazem dele uma ideia abstrata de transição.
Nesse sentido já se coloca a fragilidade dos eventos – que inclui o amor e o amar – por ser no tempo e não podendo ser de outra forma. A
 imagem de Eros – divino e humano, eterno e mortal – se encontra justamente na transição chamada presente, o que marca o sentido do trágico – toda história de amor está fadada à demolição.
 
Continua...

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