Banquete
Sócrates introduz no diálogo um outro personagem para fazer um
estratégico desvio:
Diotima que era entendida em questões de amor e, supostamente, tudo o que ele sabe sobre amor aprendeu com ela.
Diotima
contou para Sócrates como nasceu o amor.
O amor nasceu da seguinte maneira: os deuses foram dar uma festa em
homenagem ao nascimento de Afrodite.
Nessa ocasião estava presente, entre
os convidados, um deus chamado Poros, que pode ser traduzido por
esperteza. E Pênia, que significa pobreza, invadiu a festa dos deuses para se
aproveitar do momento em que Poros se encontrava embriagado de néctar.
Desse encontro amoroso de uma humana com um deus, nasceu um filho. O
filho de Pênia com Poros se chamou Eros. O amor é sempre pobre, no sentido
em que ele é sempre um pedinte, um indigente.
Isso pelo lado da mãe, mas
pelo lado do pai ele é esperto, insidioso, maquinador, cheio de estratagemas e
recursos.
O amor, nesse mito, é filho de um deus com uma mortal, se por um
lado parece ser auto-suficiente, por outro lado, é carente de algo que não tem.
O amor tem uma função de complementação entre a Terra e o Céu, entre os
homens e os deuses, entre aquilo que se separou.
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