Erotismo
Sabemos das razões do humano negar a sua perversão; ficamos humanos em demasia, dirá Nietzsche, edipianizados em excesso, dirão os críticos da psicanálise - mas o fato é que a pulsão tem direito ao seu destino e a libido aos seus objetos. Choramos demasiadamente por amor, por ciúmes ou por qualquer apego que fatalmente teremos que tecer um dia seu luto. Somos pervertidos originalmente e nenhuma moral religiosa tem mais poder do que nossas perversões - mais barato nos sairia assumir nossa natureza (Branco - no café com Georges Bataille).
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