Diário de classe

A instituição - escola - no Brasil é produto de uma divisão de sociedade de classes. A máxima que diz ser, a sociedade produto da escola, é inteiramente ideológica.

A real condição da escola é que ela nasce das entranhas de uma sociedade de classes. É para servir a esse modelo de sociedade que a escola foi criada.

Por isso, existem basicamente duas escolas: uma para "fingir" educação - e essa é a realidade incontestável.

Daí, todo aparato cínico do Estado burgues em torno de um discurso pela educação. Essa escola, fruto do cinismo do Estado, se desenvolve na direção de fazer uma classe operária alienada e servil - no dizer de Foucault, fazer corpos dóceis.

E existe a outra escola, que visa formar a intelectualidade que vai exercer o domínio das forças políticas da sociedade - uma classe intelectual.

O acesso da classe operária à escola burguesa é barrada por um muro mais complexo do que o Apartheid.
A realidade fica obscura pelo slogan "Educação Direito de todos", onde ir a uma escola se define como estar no processo educativo. Mas sem que o aluno tenho condições de refletir o mura branco que o separa da escola que mantém o apartheid (Clécio Branco - aula de sociologia).

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