Códigos

Um código é implantado no mais fundo possível, um lugar onde ninguém possa procurá-lo, nem mesmo possa cogitá-lo. 

O sistema de códigos inclui possibilidades de fragmentar-se em seguimentos de duplicidades binárias: isso ou aquilo, mais isso ou aquilo outra vez. 

Tudo inteligentemente pensado para dar a impressão de liberdade do pensamento; pode-se chamar de dupla personalidade para manter o núcleo que engana a si mesmo. 

Não há como escapar do sistema binário do código.

Como na aldeia de Westeworld onde luta-se para escapar, têm-se a crença de que se escapa, mas trata-se apenas de estar numa outra paisagem da aldeia. 

Tudo que se observa ou sente, faz parte do código. 

Não se pode saber da tramoia porque a desconfiança, é também, o código pensado. 

Não existe a possibilidade de descobrir quem se é de fato. 

Existe a possibilidade de desconfiar em forma de sensações de um Eu que pensa, mas não se pode chegar a "esse Eu" já que é nele que o sistema todo se aloja e se camufla de certezas.

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