Cidade

Percebi nesses anos que a cidade se desenvolveu em uma direção, não cresceu, não evoluiu; apenas se desenvolveu em torno de um eixo central. A catedral continua como pivô. Depois, o comércio entremeado de ruas e vielas. As casas de saúde, o hospital e, nos fundos de tudo, o cemitério cresceu junto com a população. Não há nada mais justo na natureza do que fazer nascer e fazer perecer tudo que nasceu um dia. Daí, se percebe o sentido único da eternidade. Só é eterno aquilo que muda de intensidade, ou seja, eterno é a mudança (Branco - relendo Simone de Beauvoir).

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