Estações
O
que chamamos de amor é a decodificação pela linguagem de um afeto que brotou a
partir do olhar do outro. Quando há uma identificação da imagem projetada na
pessoa em que se projeta, quando tal imagem é desejada como que fazendo parte
de um objeto outrora perdido, vai se chamar de amor.
Tal
identificação, embora não passe de um encontro com uma imagem sempre sonhada e
almejada, tende a levar o organismo aos níveis de sensações prazerosas que levam
os indivíduos a declararem estarem apaixonados ou amando.
Sob
o aspecto psíquico, o amor é essa identificação por imagens que se encontram em
niveis ideais. O indivíduo pensa em uma imagem a partir de afetos outrora
vividos, forma uma imagem ideal para o conjunto de afetos agradaveis.
Um
dia, que não é por acaso – ele(a) vive em busca dessa imagem – ele(a) se depara
com a pessoa que se “encaixa” na imagem em nivel de projeção.
Sob
o aspecto físico, o amor é a explosão de processos químicos que produz a
sensação afetiva de estar apaixonado. Um dia termina. É só isso. Depois, poderá renascer, na mesma pessoa ou em outra, certamente. É como
estações: primavera, verão, outono, inverno e primavera de novo. Eterno retorno
da natureza em nós.
Se essa coisa chamada amor terminar e insistir em não retornar, poderá nascer outra, que por falta de palavras nós também chamamos de amor, mas certamente é alguma coisa mais sólida e de duração de uma vida.
Se essa coisa chamada amor terminar e insistir em não retornar, poderá nascer outra, que por falta de palavras nós também chamamos de amor, mas certamente é alguma coisa mais sólida e de duração de uma vida.
O"amor é como um raio
ResponderExcluirGalopando em desafio
Abre fendas cobre vales
Revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro
Se perderá no caminho
Na pureza de limão
Ou na solidão do espinho
O amor e a agonia
Cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio
O cio vence o cansaço
E o coração de quem ama
Fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando
Que nem o meu nos seus braços"